terça-feira, 29 de junho de 2010

Desagrado

No dia em que estou pronto a ter confiança nas tuas capacidades, que começo a acreditar em ti, a querer dar-te apoio como nunca antes visto, tu simplesmente desiludes, fazes com que caia sobre mim uma imensa dor. Será que tem de ser sempre assim? Quando estou pronto a acreditar em alguma coisa tudo corre mal. Que raio de sina esta, mais vale não querer acreditar, não confiar, nem tão pouco querer dar-te apoio, já me fizeste isto, não uma, não duas, nem três vezes, já foram tantas que não quero mais lembrar, mas mesmo assim caí na tentação de torcer por ti, de gritar por ti, de aclamar aos Céus o teu glorificado nome, e para quê”?”, para mais uma vez desiludires um país inteiro que não vê o seu nome ser dignificado desde a época dos descobrimentos em que mostramos ao Mundo (ao que existia na altura) que éramos os mais ousados, petulantes e corajosos, que enfrentávamos “Adamastores” caso fosse necessário, mas agora nesta época não conseguimos derrotar uma “Espanha”, os nossos antepassados devem estar a dar “voltas e reviravoltas” nos túmulos de tanta vergonha, aqueles que morreram para conseguir atravessar o Cabo da Boa Esperança devem certamente sentir que o seu sacrifício foi em vão, afinal eles morreram a enfrentar dificuldades vem maiores, provaram que era possível derrotar “Gigantes”, e os “navegadores” deste tempo não conseguem derrotar a Espanha (aos menos que jogassem bem e honrassem o nome de Portugal).
Mas à uma diferença também, naquela época tínhamos um Homem que nos sabia orientar e olhava para o bem do país, o nosso capitão (Vasco da Gama), hoje em dia não temos um capitão assim (Cristiano Ronaldo), tivemos também um Homem (D. Manuel I, rei de Portugal) que fez a aposta certa para o lugar de capitão, já neste tempo não existiu homem assim (Gilberto Madaíl, presidente da FPF) que fez a aposta errada para o lugar de seleccionador (Carlos Queirós) da equipa das “quinas”.
Costuma dizer-se que as gerações futuras iram superar sempre as gerações que vieram antes de si, mas no caso de Portugal isso não aconteceu, o País está na miséria e tão cedo não sairá da “cepa torta”, talvez faça falta um Salazar (eu não vivi no tempo dele, mas pior do que isto não estou a ver), no passado éramos uma potência mundial, hoje não passamos de um país medíocre, amanha nem quero imaginar, o futebol era a nossa fonte de alegria, mas até nisso os seleccionados do Prof. Carlos Queirós não foram capazes de manter vivo, deitando por terra, toda a nossa esperança de um dia voltarmos, a afirmarmo-nos como uma potência mundial (pelo menos no que diz respeito ao futebol).

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